MERCADO ESTRANGEIRO

As cinco áreas que mais geraram vendas para livrarias em 2011, conforme a percepção dos livreiros, foram (nesta ordem): literatura estrangeira, infantojuvenil, livros acadêmicos, autoajuda/esotéricos e livros didáticos. E as que mais cresceram: infantojuvenil, literatura estrangeira, autoajuda, literatura brasileira e livros acadêmicos de ciências humanas. Os rankings fazem parte do Levantamento anual do segmento de livrarias da ANL, divulgado ontem. Os livreiros também apontaram os dez livros mais vendidos no ano passado. Entre eles estão Ágape, Steve Jobs, As esganadas, O guia politicamente incorreto da história do Brasil e os livros da série Diário de um banana. Os livreiros consultados – 333 lojas, num total de 3.481 livrarias existentes no país – não tiveram que apontar números de vendas no levantamento. “Muitos não têm sistemas ou ferramentas de controle para saber exatamente quanto cada segmento faturou, mas eles sabem quais áreas são mais importantes”, diz Ednilson Xavier, presidente da ANL. A pesquisa revelou que as livrarias cresceram 5,26% no ano passado, abaixo da inflação de 6,5% e bem abaixo do que o crescimento dos últimos anos. As cinco áreas de maior representatividade no faturamento de 2011

 2011

1º Literatura estrangeira*

2º Infantojuvenil

3º Acadêmicos

4º Autoajuda/esotéricos

5ª Didáticos

 2010

1º Infantojuvenil

2º Autoajuda/ esotéricos

3º Acadêmicos

4º Literatura geral – Ficção

5º Literatura geral – Não Ficção

*Segundo a ANL, até 2010, o levantamento dividia livros de literatura em ficção e não ficção. Em 2011, o critério mudou para literatura estrangeira e literatura nacional, para que a representatividade da produção brasileira pudesse ser medida. Xavier, da ANL, destaca que o segmento de didáticos, que aparece em quinto lugar em 2011, é fundamental para sustentar alguns negócios. “Muitas livrarias só sobrevivem ao longo do ano, e é no período de vendas dos didáticos que conseguem fazer seu pé de meia”, afirma. As áreas incluídas no questionário da ANL foram: literatura brasileira (ficção/ não ficção), literatura estrangeira (ficção/ não ficção), idiomas, infantojuvenil, autoajuda/esotéricos, religião, culinário/gastronomia, viagem/turismo, ciências humanas e sociais, ciências biológicas, ciências exatas, didático e outros. As cinco áreas que mais cresceram em vendas em 2011

 2011

1º Infantojuvenil

2º Lit. geral estrangeira

3º Autoajuda/esotéricos

4º Literatura geral brasileira

5º Acadêmicos: ciências humanas/sociais

 2010

1º Infantojuvenil

2º Literatura geral – ficção

3º Literatura geral – não ficção

4º Acadêmicos: ciências humanas/sociais

5º Autoajuda/esotérico

 Neste item do levantamento, vale a mesma observação sobre a mudança no critério para a classificação da literatura. “Embora a literatura brasileira pareça estar se aquecendo, esta é uma premissa que podemos assumir: ainda é um mercado que vende muito mais literatura estrangeira do que brasileira”, afirma Guto Kater, vice-presidente da ANL. Segundo ele, a literatura estrangeira é ainda mais dominante nas livrarias que vendem “modismos”. Para Xavier, o fato de literatura brasileira aparecer como a quarta área que mais cresceu em 2011 é um “alento”. Os dez mais vendidos em 2011: Ágape (Globo Livros), A cabana (Sextante), Querido John (Novo Conceito), Steve Jobs (Companhia das Letras), Porque os homens amam as mulheres poderosas (Sextante), Guia politicamente incorreto (Leya), O pequeno príncipe (Agir), As esganadas (Companhia das Letras), Mulheres inteligentes, relações saudáveis (Academia), Diário de um banana – vários títulos da série (Vergara & Riba).

Fonte: publishnews por Roberta Campassi

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PÃO COM LINGUIÇA E O LUGAR À MESA

Eis que me surgiu uma imensa vontade de escrever sobre o lugar à mesa. O motivo? Não sei. Talvez seja porque sonhei que estava numa fila que nunca chegava minha vez e pessoas passavam à minha frente. Enquanto a ansiedade me consumia, algo que também acontece na vida real, tinha uma mesa grande e branca com um pão gigante em cima, recheado com linguiça. Minha função era ficar ali cortando pedaços do pão e dando às pessoas que estavam na fila quando chegava a vez de entrarem para uma sala misteriosa com pessoas andando lá dentro. Fornecia generosos pedaços cortados com uma faca de pão grande enquanto os farelos se espalhavam por toda a superfície da mesa e caíam no chão. Esperava chegar a minha vez de entrar na sala e comer um pedaço do pão até que o mesmo acabou e fiquei ali lamentando porque não comi. Quando acordei estava babando no travesseiro e desejando ardentemente comer pão com linguiça. Isso me remeteu a comida, mesa e seus lugares marcados e, nessa sociologia das refeições uma pergunta interessante que me cercou é: porque escolhemos determinado lugar à mesa e nele nos sentamos anos a fio? Há quem diga que esse lugar é sagrado! Concordo. Entende-se por tal aquela cadeira onde nos sentamos todos os dias, na mesa, no horário das refeições, e não gostamos que ninguém o ocupe. Foi no século XVIII que surgiu a sala de jantar com uma mesa no centro e cadeiras à volta tornando-se símbolo da vida familiar e social. O pai ficava na ponta com a mulher e filhos ao redor, o que permanece, para muitas famílias, até os dias atuais.

Grandes batalhas já aconteceram na casa de meus pais, na hora do almoço, quando sentavam no “meu” lugar. Era como se me roubassem algo, me sentia lesada, ofendida, incomodada, a refeição não era a mesma, algo estava fora do lugar e ali eu ficava, emburrada, me remoendo dos direitos da cadeira cativa. Na cozinha da casa de minha avó, na parede acima da mesa, tinha um quadro da Santa Ceia. Lembro-me de ficar ali, no meu lugar de sempre, esperando a comida e olhando para o quadro, com Cristo no meio, imaginando como os lugares tinham sido escolhidos, porque haviam sentado aqui ou ali. Vez ou outra, quando vejo o quadro em algum lugar, essa pergunta de menina me vem à mente.

As cadeiras devem achar essa história das escolhas uma grande bobagem. Algumas pessoas também. Estas não ligam, fazem rodízio e sentam onde está vago. A mim parece algo sério, não sei explicar o por que e se achasse a resposta essa “coisa” da importância do lugar à mesa perderia toda a graça.

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LITERATURA E CINEMA

Kerouac e seu livro cult “Pé na estrada”, Don DeLillo e seu “Cosmópolis”, Hemingway, Mauriac, Anouilh ou Musset: o 65º Festival de Cannes apresentará diversas adaptações, uma verdadeira biblioteca viva que irá subir as escadas do Palácio ao lado das estrelas. O casal de “Crepúsculo” também irá cruzar o tapete vermelho em duas adaptações. Kristen Stewart interpreta Marylou no esperado romance de Jack Kerouac, “Na estrada”, dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Produzido por Francis Ford Coppola, este será um dos destaques de Cannes. Seu parceiro nas telas e na vida, Robert Pattinson, estará em “Cosmópolis”, o novo filme de David Cronenberg, também estrelado por Juliette Binoche e Paul Giamatti, uma transposição do romance de Don DeLillo e retrato de um menino de ouro paranóico. Ambos os filmes serão lançados nos cinemas dia 23 de maio. Três anos após o Grande Prêmio do Júri ter coroado “O profeta”, Jacques Audiard competirá pela Palma de Ouro com “De rouille et d’os”, história de um amor atormentado, com Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts, adaptado de dois romances da coleção de Craig Davidson, relançados para a ocasião. O filme estreará em 17 de maio. Dos seis filmes franceses na disputa, “Vous n’avez encore rien vu”, de Alain Resnais, que completará 90 anos em junho, é uma releitura de “Eurídice”, de Jean Anouilh, com Mathieu Amalric, Sabine Azema e Pierre Arditi. O filme estreará nos cinemas dia 26 de setembro. Na Quinzena dos Diretores, o coreano Jin-ho Hur ataca com o legendário romance de Choderlos de Laclos “As Relações Perigosas”. O filme, rodado na China, traz de volta a Xangai dos anos 1930.

Fonte: www.yahoo.com.br

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A ÚLTIMA CRÔNICA

Domingo, dia 13, é o Dia das Mães. Parabéns antecipado a todas as queridas mães! É um dia muito feliz, um domingo do qual eu sempre gostei. Em maio de 2010 escrevi para a Revista Blush uma crônica para homenagear as mães, dedicada para Lady Cleide, minha mãe, fazendo uma analogia com a música do Roberto Carlos. O pessoal da redação caprichou e colocou, na palavra MÃES, as cores vermelho, rosa e laranja com corações, flores e bolinhas. Na casa de Lady Cleide tudo estava perfeito! Almoço especial, sorrisos, as três filhas, presentes, alegrias e música. Como um dos presentes entreguei a folha da Blush enrolada e amarrada com uma fita de cetim branca, o outro presente estava em uma caixinha prateada também com um laço da mesma fita. Minha mãe leu a crônica, adorou, chorou e guardou. Eu também adorei, desde o momento em que a escrevi até o momento em que ela leu e agradeceu. Era uma crônica grande e um de meus trechos preferidos era este:

“Com minha mãe descobri que colar calcomania na abertura dos cadernos todo início de ano era algo fantástico. Que passar as tardes de domingo fazendo caligrafia me renderia aplausos pela bela letra. Aos seis anos de idade descobri com ela que poderia escrever poesias e que isso era um talento para poucos. Que só ela sabe fazer risoto de frango ou que reza de mãe resolve todos os problemas, até os mais desesperadores. Também aprendi que ninguém fará por mim o que eu mesma posso fazer e que o amor foge a preconceitos como idade, cor e raça. Aprendi que idade são apenas números e que sempre se é jovem para realizar os sonhos, sejam eles quais forem. Aprendi que a solidão não tem a ver com estar acompanhada de outras pessoas e sim de estar feliz em minha própria companhia.”

Também transcrevi um lindo poema do Drummond “Morrer acontece/ com o que é breve e passa/ sem deixar vestígio./ Mãe, na sua graça, é eternidade./ Por que Deus se lembra/ mistério profundo/ de tirá-la um dia?/ Fosse eu Rei do Mundo,/ baixava uma lei:/ Mãe não morre nunca,/ mãe ficará sempre/ junto de seu filho.”

Depois de exatos 7 meses minha mãe foi embora para um sempre que ainda não sei precisar e esta acabou sendo a última crônica que escrevi para ela e aquele domingo feliz acabou sendo o último domingo de comemoração de seu dia. Algum universo inalcançável se encarregou de abrigá-la. Hoje, posso dizer que aprendi que a vida muda de um momento para outro e que não temos o controle de absolutamente nada, que a morte, depois de um tempo, se torna uma névoa surreal inseparável, que aquela história da música de amar as pessoas como se não houvesse amanhã deve ser levada a sério, que a dor da perda dos que amamos é realmente devastadora. Mesmo assim, em algumas esquinas de felicidade ainda é possível parar para espiar a vida que passa. Às vezes, sonho que sou a Rainha do Mundo, que baixo leis e que me encontro com minha mãe, escondidinho, e que conversamos por horas a fio, como era, num passado não muito distante. Fim!

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E-BOOKS DE GRAÇA

A Editora Unesp lança amanhã, 9, 44 e-books que fazem parte do selo Cultura Acadêmica e integram a coleção Propg Digital. Os livros somam-se a outros 94 e-books que, desde 2010, já tiveram 84 mil downloads, a maior parte feita por leitores com formação universitária, 30% com mestrado ou doutorado, segundo a editora. As obras são resultados de pesquisas sobre temas variados escritas por professores, mestres e doutores ligados à Unesp. A meta é publicar mil títulos até 2020. Para maiores informações e conhecer  as obras da coleção entre no site www.editoraunesp.com.br. O evento de lançamento dos novos livros digitais começa às 9h de quarta-feira e terá mesa de abertura com a participação do vice-reitor da Unesp, Julio Cezar Durigan, da pró-reitora da Propg, Marilza Vieira Cunha Rudge, do presidente da Editora Unesp, José Castilho Marques Neto, e do editor executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre. Após a mesa, o público poderá ter acesso aos livros em uma degustação, por meio de iPads com a versão integral das obras lançadas. A Editora Unesp fica na Praça da Sé, 108, no centro de São Paulo.

 Fonte: publishnews

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