WISLAWA

A poetisa polonesa Wislawa Szymborska, prêmio Nobel de Literatura em 1996, morreu quarta-feira de noite aos 88 anos, anunciou sua assistente Michal Rusinek. Morreu em sua casa da Cracóvia “tranquilamente, enquanto dormia”, declarou Rusinek à agência de imprensa polonesa PAP. Nascida em 2 de julho de 1923 em Bnin, na região de Poznan (oeste), Szymborska cursou a faculdade de letras e sociologia da Universidade Jagellonne da Cracóvia, e nesta cidade histórica do sul da Polônia passou o restante de sua vida. É autora de cerca de 20 coleções de poemas, marcados por uma reflexão filosófica sobre temas morais de nossa época. Wislawa Szymborska também traduziu poemas, sobretudo da poesia clássica francesa. Sempre se manteve à margem da vida política. Fazia parte desses intelectuais poloneses para os quais a dimensão espiritual da vida passa à frente de tudo.

Fonte: noticias.yahoo.com/literatura

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OS DONOS DA CIDADE (SOBRE TAXISTAS)

As cidades, grandes ou pequenas, são acompanhadas de perto por quem mais conhece suas artérias, órgãos e membros – os taxistas. Ano passado escrevi uma crônica onde eu dizia admirar os homens do lixo. Hoje, parafraseando a mim mesma, digo “Eu admiro os taxistas” porque é difícil não ter assunto para uma crônica ou uma história para contar depois de ter andado de táxi, depois de ter conversado com um taxista ou depois de simplesmente ter ficado quieto no banco de trás observando tudo. Como no ditado também penso que “o diabo mora nos detalhes”, então, entrando num táxi é possível saber se o dito cujo ali mora ou não. Tenho problemas com taxistas que fumam porque o cheiro de cigarro me deixa muito enjoada fazendo com que uma simples corrida se torne um pesadelo ou acabe em acidente, em outras palavras, posso vomitar dentro do carro. Cheiro bom, organização, música e o comportamento – no caso de Jaraguá do Sul tem o ar condicionado, claro – do taxista formam o mosaico dos detalhes que causarão a boa impressão e nos farão pagar a corrida e sair satisfeitos.

Lembro-me que entrei no táxi, me acomodei e informei o destino, era um pouco longe, meia hora de corrida, no mínimo. Poucos segundos depois ele, o taxista, já se destacava dos outros. Na parte traseira dos bancos uma mini biblioteca, no banco esquerdo livros, tinha até de filosofia; no banco direito, revistas e tocava um cd de bossa nova. Carro limpo, o ar na medida certa, pouca conversa, educação. Senti um dó quando a corrida acabou. Também teve o que tinha DVD e nos ofereceu opções de estilo musical, chique não? Ah, também me recordo do que, domingo de tarde, calor infernal, sem ar condicionado e quando entro ele ouvia jogo de futebol na radio, no último volume, foi o trajeto inteiro xingando ou vibrando de acordo com o que o comentarista dizia. Horrível! Isso tudo aconteceu em São Paulo, faz algum tempo, mas todos me vieram à mente depois que assisti uma entrevista semana passada sobre esses que são os donos da cidade. Eu os admiro porque ficar horas dentro de um carro dirigindo, saber centenas de trajetos, decorar ruas, esquinas, avenidas e colecionar rostos através de um pequeno espelho é trabalho para artesão de volante, para herói de curva, não é trabalho para qualquer um, é coisa séria, coisa bonita essa de levar gente para lá e para cá. E mais bonito ainda é quando a taxista é mulher, aí sim a velocidade do heroísmo aumenta.

No final de tudo o que não gosto é entrar em táxi sem música, silencioso. Fico esperando quieta, o radio me olhando, eu torcendo para que o taxista lembre de ligá-lo e, até que não agüento e logo pergunto: “O senhor pode ligar uma musiquinha?”

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TRADUÇÃO

Cada vez mais brasileiros escolhem trabalhar como tradutores, um mercado de US$ 30 bilhões. Há muitas coisas que um tradutor pode fazer: trabalhar no conforto de casa, escolher os clientes, ler muito e aprender sempre. Só não vai conseguir traduzir “coxinha”. Quem garante é Julia Medrado, de 27 anos, cuja empresa, dentre outras tarefas, verte cardápios para o inglês. “Tem que explicar o que é uma coxinha, não adianta tentar traduzir”, diz. Formada em Letras pela PUC-SP com habilitação em tradução, Julia abriu a própria agência no fim de 2009, depois de trabalhar no ramo para empresas. Começou trabalhando em casa e, hoje, não traduz mais com as próprias mãos: gerencia dois escritórios e mais de 80 profissionais, a maior parte deles brasileiros que moram fora. Trata-se de uma atividade em crescimento. A consultoria Common Sense Advisory estima que o mercado global de tradução faturou US$ 26 bilhões em 2010, e poderia chegar a US$ 30 bilhões em 2011.

Fonte: O Estado de São Paulo por Cedê Silva

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HITLER

A tela “Maritime Nocturno”, assinada por Adolf Hitler, foi leiloada na Eslováquia pela quantia de 32 mil euros, informou nesta segunda-feira a agência de leilões Darte. O quadro, de 60 centímetros por 48 centímetros, tinha seu valor inicial cotato em 10 mil euros e foi dirigido a um restrito círculo de interessados, sendo leiloado pela internet. O proprietário da Darte, Jaroslav Krajnak, disse à agência Efe que a obra foi adquirida por “alguém dos Estados Unidos.” No entanto, a identidade do comprador foi mantida em sigilo. “No total, 11 clientes demostraram interesse na tela, sendo que os compradores vinham da França, Japão, Inglaterra e dos EUA.”, acrescentou Krajnak. Pintada por Hitler em 1913, quando o mesmo tinha 23 anos, a obra estava em mãos da família de uma colecionadora eslovaca, que tinha adquirido o quadro na época da Primeira República Checoslovaca (1918-1938). “Após a Segunda Guerra Mundial, a proprietária queria se desfazer da tela”, indicou a agência, que em dezembro leiloou outra pintura do ditador nazista, datada entre 1933 e 1945. Esta segunda obra, que retrata frades no átrio de um convento estudando textos sagrados, não teve preço de saída e foi vendida por 10,2 mil euros.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

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ESTANTE VIRTUAL

No dia 17 deste mês, a Estante Virtual, maior portal de venda de livros usados e semi-novos do país, trocou o sistema de pagamentos Pagamento Digital, brasileiro, pelo PayPal, que pertence ao eBay, americano. No sábado, dia 20, começou uma onda de reclamações na internet a respeito da troca. Até hoje de manhã, havia centenas de manifestações na página da empresa no Facebook, com relatos de problemas para realizar compras e com pedidos para que a mudança do sistema seja desfeita. Entre as principais reclamações por parte dos clientes finais estão a lentidão no processamento das compras, erros na cobrança (como duplicação de valores) e dificuldades de cadastramento. Já quem é vendedor na Estante Virtual (livreiros ou leitores que vendem seus livros) protesta contra o aumento das taxas e a obrigatoriedade de usar o PayPal – e, consequentemente, de aceitar transações via cartão de crédito, mais custosas do que opções como o depósito bancário. Segundo André Garcia, fundador e principal executivo da Estante Virtual, estão ocorrendo problemas em cerca de 10% das tentativas de compra desde que o PayPal entrou em vigor. “Os erros serão corrigidos em uma ou duas semanas no máximo”, afirma Garcia. De acordo com o empresário, o PayPal trará uma série de vantagens quando os problemas estiverem corrigidos, inclusive potencial aumento das vendas.

Fonte: www.publishnews.com.br por Roberta Campassi

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