PALAVRAS

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“Ele é um sujeito loquaz”, ouvi esta semana alguém se referir a outra pessoa. Há muito tempo não ouvia esta palavra  embora soubesse seu significado. Para quem não a conhece vamos saber o que significa e de onde veio?

LOQUAZ – é uma palavra que tem origem no latim. Loquax, “o que fala”, de loqui que é falar.

É uma pessoa que fala muito, sem parar, um sujeito falador.

Fonte: www.origemdapalavra.com.br

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A PALAVRA É: ELITISMO

O que significa e de onde surgiu a palavra ELITISMO?

O Caligrafia explica:

Sistema que favorece os melhores elementos de um grupo em detrimento da massa; política que visa à formação de uma elite. A palavra elitismo só surge na França em 1967, a palavra elitista em 1968. Pela primeira vez na história, a própria língua lança sobre a noção de elite uma iluminação de negatividade, quando não de desprezo. A propaganda oficial nos países comunistas começou a fustigar o elitismo e os elitistas ao mesmo tempo. Por essas palavras, ela visava não empresários, esportistas célebres ou políticos, mas exclusivamente a elite cultural, filósofos, escritores, professores, historiadores, homens de cinema e de teatro. Sincronismo espantoso. Faz pensar que é em toda a Europa que a elite cultural está cedendo lugar a outras elites.

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FICÇÃO

 

A palavra ficção é usada centenas de vezes todos os dias no meio literário e costumamente dentro da literatura em geral. De onde ela vem? Qual seu significado?

Vamos lá!  Ficção significa o ato ou efeito de fingir; criação da imaginação; invenção fabulosa; coisa imaginária; fantasia; dissimulação; artifício. Significado: substantivo comum abstrato, gênero feminino. Coisa imaginária, delirante ou fora da realidade. Homofônico de “fique são”. Os apóstolos de Jesus estavam autorizados a produzir curas. Diante de um enfermo cheio de fé, diziam FIQUE SÃO, e, de estalo, a saúde  retornava.

 Exemplo: Para muitos, a história de Adão e Eva é pura ficção. As naves e armas de Flash Gordon eram ficção, mas agora, com a NASA e ufos, tornaram-se realidade. A independência política de alguns países é mera ficção. Um cineasta fez um longa-metragem mostrando o trabalho profícuo e patriótico dos assíduos e denodados senadores e deputados em Brasília. Sem dúvida, um filme de ficção!

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PALAVRAS

 

 Estamos acostumados com o céu, com o arco-íris, com a chuva e outras manifestações da natureza que nos parecem corriqueiras. Qual a origem destas palavras, destes fenômenos? O Caligrafia explica, pois enquanto a chuva cai incessante causando transtornos e mudando vidas talvez isto seja o mínimo que possamos fazer…

 

          

 

CÉU – do Latim Caelus, que era como se designava em Roma o que era Ouranós para os gregos. Este era o deus que personificava o céu, um dos primeiros a surgirem no Universo. Ele era casado com Gea, a Terra. Supõe-se que a palavra derive de uma raiz muito antiga que significava “brilhante, claro”, donde o céu seria “o iluminado, o brilhante”.

CREPÚSCULO – do Latim crepusculum, diminutivo de creper, “escuro”. Crêpe vem do Latim crispus, “ondulado, frisado”, (o tecido crepe e o papel crepom têm a mesma origem) e nada tem a ver com o momento do dia em que está meio escuro porque o sol ainda não se pôs ou ainda não nasceu. Isso mesmo, há dois crepúsculos por dia: um matutino e outro vespertino.

METEOROLOGIA – em Grego, metá significava “além, mais adiante” e aeirô, “ergo, elevo, levanto no ar”. Daí temos a palavra meteoro que, diferentemente do que pensa a maioria, tem o significado básico de “qualquer fenômeno natural que se manifeste na atmosfera”. Assim, a chuva é um meteoro hídrico, o raio é um meteoro luminoso, o trovão é um meteoro acústico.Meteorologia é a ciência que estuda esses fenômenos com o objetivo de fazer previsão climática, o que tem enorme importância para evitar desastres naturais e para orientar atividades como a agricultura.

NUVENS – em Latim, diz-se nubes. Como na antiga Roma já havia o costume de a noiva usar véus cobrindo o rosto durante a cerimônia de casamento, e estes eram meio transparentes como as nuvens, formou-se o verbo nubere, “contrair matrimônio, casar”. Dessa palavra se formaram núpcias, “casamento”; núbil, “apto para casar” (em geral usado para a mulher); nubente, “pessoa que está por casar”.  Núbilo, nubiloso: “nublado, coberto por nuvens”. Névoa, neblina: de nebula, diminutivo de nubes. É alusão à sensação de se estar numa nuvem quando estamos em meio à neblina. Algo nebuloso é uma coisa que não se pode distinguir direito porque está meio oculto, como um negócio escuso.

CHUVA - De nubes se formaram também palavras de uso mais raro, como: Nubifrágio, com o uso de frangere, “partir, quebrar. romper”, significando “aguaceiro, chuva forte”.  É como se a própria nuvem tivesse se partido e derramado toda a sua carga de repente. 

RAIO - em Roma, era chamado de radium.

RELÂMPAGO - parece vir de re-, que indica repetição ou reforça o sentido, e lampadare ou lampadicare, de lampada, “tocha”.

TROVÃO - do Latim turbare, “confundir, fazer girar, perturbar”.

ARCO-ÍRIS - Íris, para os gregos, era uma deusa que formava como uma ponte entre o céu e a terra, entre os deuses e os homens. Essa palavra vem de uma raiz Indoeuropéia wi-, “dobrar, encurvar”. Deste modo, dizer arco-íris é uma duplicação, pois ambas as partes da palavra dão a noção de arco, curva.

REDEMOINHO – antes era rodomoinho, passando a rodamoinho e à forma atual. É uma palavra formada em alusão ao movimento que a roda do moinho efetua para moer o grão.

CERRAÇÃO – do Latim serare, “fechar, cerrar”. Sim, era com “S” mesmo que começava. Aplica-se ao tempo fechado, com visibilidade restrita.

TEMPESTADE – vem do Latim tempestas, que além de mau tempo” significava “época, lapso de tempo” um uso que agora não temos mais.

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Num belo poema Drummond homenageou a Fazenda do Registro Velho, uma das mais antigas residências rurais de Minas Gerais. Leia um trecho:

“Que armas escondia

em sua fazenda do Registro Velho

o inimigo da Rainha

a perpétuo degredo condenado?”

Mas qual a origem desta palavra? Vamos conhecer…

A palavra fazenda, do latim vulgar fac(i)enda, significava originalmente as coisas que devem ser feitas. Ainda no português arcaico passou a designar não mais as coisas a serem feitas, mas as coisas já feitas por alguém ou em algum lugar. Desse segundo sentido, desenvolvem-se dois outros sentidos, de conjunto de bens ou haveres, sentido em que aparece em Vieira, visto que quando alguém faz algo, esse alguém provavelmente passa a possuir o que fez ou o produto da venda daquilo que fez, ou de mercadorias ou produtos de uma determinada pessoa, povo ou região, sentido em que aparece constantemente no século XVIII. Dessas duas acepções da palavra fazenda, desenvolve-se uma quarta, de recursos financeiros do poder público, até hoje presente em determinadas expressões, como Ministério da Fazenda, Secretaria da Fazenda. Da idéia de fazenda como mercadoria ou produto desenvolvem-se dois outros significados: grande propriedade rural, onde são gerados vários produtos agrícolas, e pano ou tecido, visto que com a chegada da Revolução Industrial o primeiro produto, a principal mercadoria a ser produzida em larga escala foi o tecido (vale a pena mencionar aqui o uso do termo fabric do inglês com o mesmo significado).

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