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NOBEL 2012

Um total de 210 escritores, dos quais 46 nunca haviam sido candidatos, concorrem ao Nobel de Literatura 2012, informou o secretário permanente da Academia Sueca, Peter Englund. O secretário publicou em seu blog que a Academia fechou na quinta-feira passadaa lista dos aspirantes ao prêmio, cujo vencedor do ano passado foi o poeta sueco Thomas Tranströmer. Como parte da seleção de candidatos, a Academia multiplicou por cinco as solicitações para participar do processo enviadas a universidades nos Estados Unidos, embora o número de respostas “não tenha sido tão bom quanto esperávamos”, indicou Englund. Por outro lado, “um número grande e incomum” de ganhadores do Nobel de Literatura exerceram seu direito de nomear aspirantes. O Comitê do Nobel de Literatura envia a cada ano, em setembro, entre 600 e 700 cartas a pessoas e instituições renomadas para proporem candidatos ao prêmio. Entre os que podem escolhê-los estão os membros da Academia Sueca e de outras organizações similares, professores de Literatura e Linguística de universidades, ganhadores do prêmio e presidentes de sociedades de autores representativas em seus países. O Comitê deverá reduzir em abril a lista de aspirantes para 15 ou 20 nomes, que serão indicados como candidatos preliminares, e um mês depois ficarão apenas os cinco finalistas. Entre os meses de junho e agosto, os membros do Comitê lerão as obras dos candidatos definitivos e em setembro começarão as discussões sobre seus méritos, seguida da eleição do vencedor ou vencedores em outubro.

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ANA MARIA MACHADO

A 16 dias de completar 70 anos, a escritora Ana Maria Machado foi eleita hoje presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) para o exercício de 2012. Além de Ana Maria, a nova diretoria terá Geraldo Holanda Cavalcanti como secretário-geral, Domício Proença Filho como primeiro-secretário, Marco Lucchesi no posto de segundo-secretário e Evanildo Bechara como tesoureiro. Eles tomarão posse no dia 16, em solenidade na sede da ABL, no centro do Rio. Ao longo deste ano, a ABL foi dirigida por Marcos Vinicios Vilaça, e Ana Maria desempenhou a função de secretária-geral. Ela ingressou na Academia em 24 de abril de 2003, substituindo Evandro Lins e Silva na cadeira 1. Em 40 anos de carreira dedicada à literatura infantil e adulta, Ana Maria escreveu mais de cem livros, publicados no Brasil e em mais de 18 países, e vendeu mais de 18 milhões de exemplares. Nascida no Rio, ela inicialmente se dedicou à pintura, mas se formou em Letras na atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e começou a escrever artigos, fazer traduções e dar aulas. Exilou-se na Europa em 1969, durante o governo militar. Quando voltou ao Brasil, em 1972, começou a trabalhar no “Jornal do Brasil”. Passou por diversos veículos de comunicação até 1980, quando decidiu se dedicar exclusivamente à literatura.

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NOBEL DE LITERATURA 2011

 O poeta sueco Tomas Tranströmer é o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2011, anunciou hoje a Real Academia Sueca. A Academia destacou a obra de Tranströmer porque “através de suas imagens condensadas e translúcidas ele forneceu acesso transparente à realidade”. Tranströmer nasceu em 1931 e estreou no mercado literário em 1954 com seu livro “17 dikter” (“17 poemas”), traduzido para cerca de 50 idiomas. Recebeu distinções importantes como o Prêmio Bonnier para a Poesia, o Prêmio Neustadt e o Prêmio Petrarch da Alemanha. Entre suas obras traduzidas para o português estão o “O Grande Enigma” e “Pelos vivos e mortos”. Traströmer é o primeiro poeta agraciado com o Nobel desde que a polonesa Wislawa Szymborska ganhou a honraria em 1996. O poeta sueco sucede o escritor peruano Mario Vargas Llosa, quem ganhou o prestigioso prêmio no ano passado. Além de poeta, Tranströmer é psicólogo e se dedica à reabilitação de delinquentes juvenis. O prêmio é dotado de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 2,7 milhões. Ao anúncio do Nobel de Literatura seguirá nesta sexta-feira a láurea da Paz e na segunda-feira a de Economia.

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PRÊMIO MACHADO DE ASSIS

Em seu aniversário de 114 anos, a Academia Brasileira de Letras distribuiu nesta quinta-feira o Prêmio Machado de Assis, que é dividido em oito categorias. O historiador paulistano Carlos Guilherme Mota foi o ganhador do prêmio principal, pelo conjunto da obra, no valor de R$ 100 mil. Os demais vencedores ganham R$ 30 mil. Elvira Vigna recebeu pelo livro Nada a dizer, na categoria ficção; Sergio Flaksman, pela tradução de inglês para português de O amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence, Salgado Maranhão, por A cor da palavra (poesia), Maurício de Almeida Abreu (falecido), por Geografia histórica do Rio de Janeiro (história e ciências sociais), e Ronaldes de Melo e Souza, por Ensaios de poética e hermenêutica (ensaio e crítica literária).

“Só eu mesmo para receber prêmio infanto-juvenil fazendo 80 anos!”, brincou Ferreira Gullar, agraciado por Zoologia Bizarra (há seis anos, ele ganhou o principal). Na categoria cinema, foram contemplados Ismael Caneppele e Esmir Filho, roteirista e diretor do filme Os famosos e os duendes da morte, que venceu o Festival Internacional de Cinema do Rio de 2009.

O Machado de Assis é concedido há 70 anos, e se tornou a mais importante premiação literária brasileira. As escolhas são feitas por comissões de acadêmicos. A obra de Mota, pesquisador e professor, foi saudada pelo presidente da ABL, Marcos Vinicius Vilaça, como singular e com “enfoques inéditos da construção da nossa nacionalidade”.

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MULHERES

Na semana do Dia Internacional da Mulher escritoras que fizeram a diferença e marcaram a literatura mundial:

Simone de Beauvoir - Formada em Filosofia e Literatura pela Sorbonne, foi uma das inspiradoras do feminismo mundial. Dedicou particular atenção às questões feministas. Escritora de renome, manteve um casamento aberto – cada um na sua casa e com total liberdade – com o filósofo francês Jean-Paul Sartre por mais de 50 anos.

Colette – Estreou na literatura com um pseudônimo masculino – Willy, nome do seu primeiro marido, um escritor que, ao perceber seu talento, obrigava-a a escrever. Com o sucesso, conseguiu um lugar na Academia Goncourt. Dois outros casamentos, uma filha, a batalha judicial pela posse de sua própria obra e uma relação lésbica tumultuaram sua vida.

Nélida Pinõn - Quarta mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras, precedida por Rachel de Queiroz, Dinah Silveira de Queiroz e Lígia Fagundes Telles, escreveu seu primeiro livro, Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo, aos 17 anos.

Françoise Sagan – Aos 20 anos, com dois livros publicados – o primeiro deles Bonjour Tristesse, 1954, foi best-seller em 20 países. A essa altura ela já era mais lida e rica que Voltaire, aos 80 anos.

Marguerite Duras - Ganhou o prêmio Goncourt pelo romance autobigráfico O Amante. Escreveu mais de 40 livros. Nascida na Indochina (1914), foi para a França aos 17 anos. Tornou-se um dos nomes mais respeitados do romance novo.

Agatha Christie – Destacou-se no romance policial. Imortalizou seus heróis, os detetives Hercules Poirot, Harley Quinn e Miss Marple, substituindo a violência pela sagacidade, delicadeza e humor para desvendar mistérios. Estreou na Literatura com O Assassinato de Roger Acroyd (1926).

Marguerite Yourcenar - Primeira mulher eleita para a Academia Francesa de Letras, em 1980. Seu romance mais famoso, Memórias de Adriano, foi escrito na juventude, mas só publicado em 1951.

Rachel de Queiroz - Em 1977, a cearense Rachel de Queiroz entrou para a Academia Brasileira de Letras, tornando-se a primeira mulher a alcançar esse feito. Autora consagrada, ela passou a ser conhecida em todo o país após o lançamento, em 1930, do seu romance O Quinze, sobre a seca nordestina.

Hilda Hilst - Nenhuma das mulheres sobre as quais li me pareceu tão ou mais fascinante, deliciosamente fascinante, do que Hilda Hilst. Hilda é desbocada, mas espontânea. Entre as suas histórias, está a de que, em Paris, tentou transar com o ator Marlon Brando e levou um fora. Diz que não freqüenta clubes de nu masculino porque os homens não mostram tudo e que não participou do Salão do Livro, na capital francesa, em 1998, porque, para ela, Paris era bom quando, aos 20 anos, ela “fodia” (assim mesmo, textualmente). É autora de Com Meus Olhos de Cão e da trilogia erótica O Caderno Rosa de Lory Lambi, Contos de Escárnio e Cartas de Um Sedutor, que chegou a ser considerada pornográfica por aqueles que confundem erotismo com pornografia.

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