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BOLAÑO

Uma exposição montada com obras de 38 artistas e inspirada na literatura do escritor chileno Roberto Bolaño (1953-2003) foi inaugurada neste sábado na galeria Kurimanzutto da Cidade do México, disseram à Agência Efe os organizadores. A mostra foi concebida como uma homenagem ao autor chileno e contém pintura, escultura, fotografias e instalações e baseados em uma obra literária “lírica, evocativa, transformativa, política e poderosa”. “Saboreamos tudo o que escreveu já que cada obra é um nomear para o intrincado terreno de sua genialidade”, acrescentou a galeria Kurimanzutto em comunicado sobre a mostra, que poderá ser vista até o dia 29 de outubro. Entre os artistas que contribuíram para a mesma, destaque para o escultor americano Carl Andre, o brasileiro Cildo Meireles, o argentino Rirkrit Tiravanija, os mexicanos Carlos Amorais e Miguel Calderón, e a roqueira e poetisa americana Patti Smith, entre outros

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Opinião de Llosa

Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, disse, antes de inaugurar uma exposição em Madri sobre sua obra, que a morte do Osama bin Laden “é algo que todos nós temos de celebrar”, embora ele preferisse que os crimes do líder terrorista tivessem sido punidos “de acordo com a legalidade”. Bin Laden foi um homem que criou um tipo de fanatismo, infelizmente, seguido por muita gente e que provocou incontáveis sofrimentos no mundo inteiro. Em suas palavras, o líder da rede terrorista Al Qaeda foi “um dos grandes criminosos de nossa época”. “Tomara que esse golpe signifique o início do fim da Al Qaeda, mas ainda restam muitos fanáticos soltos. Mas acho que é um feito que possui uma significação, um simbolismo. E sempre dá um certo alívio sentir que os grandes criminosos, de alguma maneira, são punidos”, ressaltou.

Osama bin Laden foi morto no domingo passado por um grupo militar dos comandos Seals – pertencente à Marinha americana -, durante uma operação secreta planejada pelos Estados Unidos e executada na localidade de Abbottabad, nos arredores de Islamabad. Apesar de celebrar a morte do homem mais procurado pelos EUA, Vargas Llosa afirmou que teria preferido “que Bin Laden tivesse sido julgado e que seus crimes tivessem sido expostos e tivessem sofrido uma punição de acordo com a legalidade”. “Não foi assim, infelizmente, mas acho que, pesando os prós e os contras, o desaparecimento de Bin Laden é uma boa coisa para o mundo”.

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LYGIA FAGUNDES TELLES

Lygia Fagundes Telles completou 88 anos no dia 19. Como homenagem a Cinemateca Brasileira abre hoje a Mostra Lygia Fagundes Telles com uma programação que reúne filmes inspirados ou adaptados das obras da escritora. A seleção de 16 títulos foi feita pela própria juntamente com exposição de 20 fotos de momentos de sua vida e carreira. Lygia faz parte do conselho ativo da Cinemateca e a ideia que deu origem à mostra nasceu entre seus fãs, frequentadores do local e de seus amigos. Leandro Pardí, produtor da Cinemateca, conta que, ao lembrarem a data de aniversário da escritora, começaram a juntar tudo que possuíam para compor a mostra. Considerada uma das principais autoras da literatura brasileira moderna, Lygia começou a escrever muito cedo, aos 15 anos, mas considera o romance “Ciranda de Pedra”, de 1954, sua primeira obra mais completa. A escritora aborda conflitos e personagens urbanos, principalmente com histórias de mulheres, de forma intimista e complexa. Seus mais famosos livros são “Antes do Baile Verde” (1970), “As Meninas” (1973) e “Seminário dos Ratos” (1977). Durante a mostra, serão exibidos os principais filmes adaptados de suas obras, como “As Meninas” (1996), de Emiliano Ribeiro, “As Três Mortes de Solano” (1978), longa-metragem de Roberto Santos baseado no conto “A Caçada”, e a sessão Curta Lygia, que reúne cinco curtas metragens adaptados de contos da escritora, como “O Menino” (1977), de Luiz Fernando Sampaio, adaptação do texto homônimo. Na Carta Branca Lygia Fagundes Telles, uma programação totalmente escolhida pela própria escritora, serão exibidos alguns filmes que marcaram sua vida e outros clássicos do cinema, como “O Atalante” (1934), de Jean Vigo; “O Bandido da Luz Vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla; “A Doce Vida” (1960), de Federico Fellini; “O Último Tango em Paris” (1972), de Bernardo Bertolucci e “Morte em Veneza” (1971), de Luchino Visconti.

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CURIOSIDADE

Não é de hoje que os governos fazem campanhas de incentivo à leitura. Afinal, ter uma população ignorante e analfabeta não é bom para país nenhum. Prova disso são esses belos cartazes russos que datam da época da Guerra Civil Russa (1918-1922). O estilo da propaganda comunista é facilmente identificável. Os quatro primeiros são da página da Biblioteca Pública de Nova York, onde você pode conferir diversos outros posters do período. Já os dois últimos são de um incrível acervo de propagandas da URSS, que abrange de 1917 a 1991. Quem gosta de história vai adorar.

take care of you book s [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)

Beregi knigu. Ona vernyi tovarishch v pokhode i v mirnom trude. (Cuide de seu livro. Ele é um verdadeiro companheiro, nas batalhas e na paz.) – 1917-1921

from darkness to light s [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)

Ot mraka k svetu. Ot bitvy k knige. Ot goria k schast’iu – Das trevas à luz, da batalha aos livros, da tristeza à alegria.(1917-1921)

Literacy is the road to communism s [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)

Gramota – put’ k kommunizmu – Alfabetização é o caminnho para o comunismo (1920)

poster leitura comunismo [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)

Kniga nichto inoe kak chelovek govoriashchii publichno. (Um livro nada mais é do que uma pessoa falando em público) – 1921

poster livros comunista [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)

Cartaz para de divulgação da exposição “Livros durante cindo anos”, 1924. Enrada Livre.

livro comunismo [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)

O topo do cartaz diz: Um povo que esquece sua história é obrigado a repetí-la. Na capa do livro: História do partido comunista (Bolchevique) – Versão Condensada

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