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LITERATURA E CINEMA

Kerouac e seu livro cult “Pé na estrada”, Don DeLillo e seu “Cosmópolis”, Hemingway, Mauriac, Anouilh ou Musset: o 65º Festival de Cannes apresentará diversas adaptações, uma verdadeira biblioteca viva que irá subir as escadas do Palácio ao lado das estrelas. O casal de “Crepúsculo” também irá cruzar o tapete vermelho em duas adaptações. Kristen Stewart interpreta Marylou no esperado romance de Jack Kerouac, “Na estrada”, dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Produzido por Francis Ford Coppola, este será um dos destaques de Cannes. Seu parceiro nas telas e na vida, Robert Pattinson, estará em “Cosmópolis”, o novo filme de David Cronenberg, também estrelado por Juliette Binoche e Paul Giamatti, uma transposição do romance de Don DeLillo e retrato de um menino de ouro paranóico. Ambos os filmes serão lançados nos cinemas dia 23 de maio. Três anos após o Grande Prêmio do Júri ter coroado “O profeta”, Jacques Audiard competirá pela Palma de Ouro com “De rouille et d’os”, história de um amor atormentado, com Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts, adaptado de dois romances da coleção de Craig Davidson, relançados para a ocasião. O filme estreará em 17 de maio. Dos seis filmes franceses na disputa, “Vous n’avez encore rien vu”, de Alain Resnais, que completará 90 anos em junho, é uma releitura de “Eurídice”, de Jean Anouilh, com Mathieu Amalric, Sabine Azema e Pierre Arditi. O filme estreará nos cinemas dia 26 de setembro. Na Quinzena dos Diretores, o coreano Jin-ho Hur ataca com o legendário romance de Choderlos de Laclos “As Relações Perigosas”. O filme, rodado na China, traz de volta a Xangai dos anos 1930.

Fonte: www.yahoo.com.br

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ROTA DAS LETRAS

O cartaz do 1.º Festival Literário de Macau, também apelidado de “Rota das Letras”, ainda não está fechado, mas inclui vários nomes do panorama literário português como José Luís Peixoto, José Rodrigues dos Santos, José Rentes de Carvalho, Alice Vieira e Rui Cardoso Martins. Do Brasil estarão presentes o escritor Luís Fernando Veríssimo e Tatiana Salem Levy, ao lado de figuras da literatura chinesa, como Su Tong, premiado em 2009 com o Man Asian Literary Prize, a romancista de Taiwan Jade Y. Chen e Annie Baobei, uma das mais populares autoras da China. A ideia da “Rota das Letras” “nasceu da necessidade de celebrar dignamente os 20 anos de Ponto Final”. Organizado conjuntamente pelo jornal Ponto Final e pela Sociedade de Artes e Letras, o festival vai incluir ainda debates, `workshops`, uma feira do livro e um tributo ao escritor de Macau Henrique de Senna Fernandes, que morreu em 2010. Os escritores que vão participar no festival serão ainda convidados a escrever contos sobre Macau que serão publicados em livro e apresentados em 2013, ano da segunda edição do encontro. Além da vertente literária, o Festival Literário contará ainda com a exibição de filmes, exposições e concertos. Uma das exposições é uma retrospetiva do trabalho do ilustrador e cartoonista André Carrilho, que iniciou há 20 anos a carreira no Ponto Final. Os realizadores Miguel Gonçalves Mendes, Tony Ayres e Pang Ho-cheung, autor do filme “Isabella”, rodado em Macau, também vão participar do encontro. Confirmados estão também dois nomes do universo artístico africano: Yara Costa, autora moçambicana de um documentário sobre os chineses em África, e o artista plástico cabo-verdiano Mito que, além de um trabalho sobre Arménio Vieira, levará a Macau uma mostra de pintura. O Instituto Politécnico de Macau, escolhido como pólo principal do evento, é uma das instituições que apoia o encontro, a par da Fundação Macau, Fundação Oriente e de outras entidades privadas.

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DOSTOIÉVSKI NO CINEMA

Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio podem trabalhar juntos mais uma vez porque o diretor foi escalado para comandar o remake de “O Jogador” (1974) ao lado do roteirista William Monahan e os dois querem que DiCaprio assuma o papel principal. O trio trabalhou junto em “Os Infiltrados” (2006), que rendeu a Scorsese seu primeiro Oscar de Melhor Diretor. O filme era um remake da produção de Hong Kong “Conflitos Internos”. Completa a equipe de “O Jogador” o produtor Irwin Winkler, também responsável pelo original. “O Jogador” é inspirado por um conto do escritor russo Fiódor Dostoiévski. No original, James Caan vive o professor que deve US$ 40 mil à máfia de Nova York e precisa saldar a dívida. O papel rendeu uma indicação ao Globo de Ouro a Caan. Scorsese e DiCaprio já trabalharam juntos em “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados” (2006) e “Ilha do Medo” (2010). Em fevereiro os dois anunciaram que iriam trabalhar no filme “The Wolf of Wall Street”, uma adaptação das memórias do corretor Jordan Belfort.

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ARTE E TECNOLOGIA EM SP

São Paulo recebe até o dia 21 de agosto a 12ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). O evento é gratuito e será realizado em diversos lugares, como a Galeria de Arte do Sesi, no Conjunto Nacional, no Centro Cultural São Paulo e no vão livre do Masp. Além das tradicionais palestras, mesas-redondas e workshops sobre realidade aumentada, arquitetura computacional e outros recursos tecnológicos que viram suportes e/ou linguagem artística, o festival levará a arte para a rua. Mais precisamente, à Avenida Paulista, que ganhará obras de arte interativas.

Um dos destaques deste ano é o artista plástico belga Lawrence Malstaf, que apresentará a obra Shrink. Nela, corpos de performers serão embalados com tecnologia a vácuo como se fossem objetos plastificados.

Outro exemplo disso, além de Shrink, é Via Invisível, de Soraya Braz e Fábio Fon. Na obra, leds instalados em nove saídas da linha verde do metrô possibilitarão que as pessoas vejam como agem as ondas de seus celulares. A obra muda de acordo com o número de telefones ao redor, transformando-se a todo instante. Os artistas têm a intenção de chamar a atenção para o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a possibilidade de os aparelhos causarem câncer. Já a obra Conversacube, da norte-americana Lauren McCarthy, tem uma proposta mais divertida. Ela consiste em uma caixa que fica no meio dos participantes de uma conversa. Cada um fica em frente à uma face da caixa, que tem uma pequena tela e microfones embutidos em seu interior. À medida que a conversa progride, cada pessoa recebe instruções ou frases personalizadas para manter o diálogo fluindo sem qualquer pausa constrangedora ou desconforto. Uma saída e tanto para aqueles mais tímidos.

A união entre arte e tecnologia, porém, não se resume às artes plásticas. Quem não gosta de instalações, objetos, performances e afins, poderá assistir a mais de quatrocentas animações, a filmes que têm avatares como atores, jogar videogame, testar aplicativos para tablets e até dançar ao som de música eletrônica. Quem gosta do estilo, contará com quatro dias de programação. Sete artistas, entre brasileiros e estrangeiros, que criaram novos parâmetros musicais a partir da tecnologia, se apresentarão entre os dias 19 e 22 de julho, no Teatro do Sesi. Outra opção é participar das palestras e mesas redondas que terão especialistas brasileiros e estrangeiros trazendo as últimas novidades de suas áreas. O músico Eduardo Luís Brito, por exemplo, falará do uso de instrumentos musicais digitais para compor. Já o norte-americano Matt Roberts, especialista em performance de vídeo em tempo real e aplicativos para novas mídias, discutirá como criar arte em tempo real com a interação dos usuários. Ambos partirão de suas próprias experiências e de estudos recentes para ampliar o debate. Haverá, também, a possibilidade de colocar a mão na massa e aprender como concatenar arte e tecnologia, fazendo um workshop de video mapping. A técnica utiliza filmes, software de edição, supercomputadores e luz para fazer projeções em fachadas de prédios, paredes e etc.

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AS VIAGENS DE GULLIVER

Estréia hoje nos cinemas “As Viagens de Gulliver”, clássico da literatura inglesa, escrito por Jonathan Swift. Contudo, o filme não segue à risca o livro. No livro, a história pode ser interpretada de várias formas, dependendo de quem a lê. Agrada às crianças, mas por trás dela há uma sátira à sociedade do final do século 17 e início do 18, criticando a política inglesa contra a Irlanda e as guerras travadas entre Reino Unido e França. As Viagens de Gulliver é mais um drama, mas não na adaptação cinematográfica. O filme só aborda a primeira viagem de Gulliver à terra de Lilipute, com uma breve passagem pela ilha de Brobdingnag. No livro, Gulliver passa por outros países imaginários, como Laputa e a terra de Houyhnhm, que sequer são citados no longa.

 Apenas fatos chaves do livro estão no filme, o resto é tudo invenção. Da obra literária, estão momentos como o naufrágio, a captura de Gulliver pelos pequenos seres, a ajuda que ele dá na guerra contra a nação dos Blefuscu, e a antológica passagem em que Gulliver apaga um incêndio no quarto da rainha urinando em cima dele.

O longa adapta a história para os dias atuais. Gulliver é um office boy de um jornal. Há dez anos, sua única função é entregar as correspondências para os jornalistas, sendo que alimenta um amor platônico pela editora. Num dia ele cria coragem e vai falar com ela, dizendo saber escrever muito bem. Ela acredita e o manda fazer uma reportagem sobre o Triângulo das Bermudas. Lá ele sofre um naufrágio e vai parar na ilha imaginária de Lilipute.

 É na ilha que Black imprime seu estilo. De bermuda e chinelos, o Gulliver do século 21 encontra uma micro sociedade do século 17. Lá, ele conta para os pequeninos habitantes trechos dos filmes “Guerra nas Estrelas”, “Avatar” e “Titanic”, entre outros, dizendo ser sua própria história, além de colocar Guns and Roses para tocar no seu aparelho iPod. O mais bizarro e fora do contexto ainda está por vir. Trata-se de um robô gigante, bem ao estilo do filme “Transformers”, construído pelos liliputianos para desafiar Gulliver.  O filme deixou de lado absolutamente toda a complexidade do livro, que se tornou um clássico que atravessa gerações. Há cópias em 3D, mas o filme não foi feito nesse formato.

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