Joana d’Arc, que também foi chamada de donzela de Orléans, é considerada santa padroeira da França e foi a heroína da Guerra dos Cem Anos. Tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e aliados ingleses. Era filha de camponeses modestos e analfabetos e só foi canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva. Polêmica para sua época sua história é citada por famosos da literatura como, por exemplo, por Shakespeare que a tratou como uma bruxa e por Voltaire que escreveu um poema satírico a ridicularizando chamado de «La Pucelle d´Orléans» ou «A Donzela de Orléans».
Dia o6 de janeiro, sexta-feira, foi celebrado na França seu 600º aniversário de nascimento. Joana desperta curiosidade até os dias de hoje por sua rica biografia e fatos como ter sido queimada no fogo acusada de heresia forneceram so cinema subsídios para muitos filmes. Há muitos livros de história, ficção ou esculturas, já que na França existem milhares de praças com sua estátua, justa homenagem a jovem que irrompeu na Guerra dos 100 Anos, entre os reis da França e Inglaterra, e modificou o destino de seu país. Por tudo isso o mercado editorial voltou a apostar em obras que tratam da heroína. Philippe de Contamine, um grande especialista histórico, acaba de lançar “Jeanne D’Arc. Histoire et Dictionnaire” (Joana D’ Arc. História de Dicionário, em livre tradução). O livro foi escrito junto com Olivier Bouzy e Xavier Hélary e também é uma compacta biografia da Donzela de Orleans. Segundo o autor Philippe ”Há uma Joana D’Arc coreana, canadense… Depois, ainda observamos que sua personalidade é ainda mais extraordinária. É uma completa referência. Quando um povo está sendo invadido e uma mulher assume o protagonismo de sua defesa, ela é automaticamente batizada de Joana D’Arc”.

A palavra ficção é usada centenas de vezes todos os dias no meio literário e costumamente dentro da literatura em geral. De onde ela vem? Qual seu significado?
Vamos lá! Ficção significa o ato ou efeito de fingir; criação da imaginação; invenção fabulosa; coisa imaginária; fantasia; dissimulação; artifício. Significado: substantivo comum abstrato, gênero feminino. Coisa imaginária, delirante ou fora da realidade. Homofônico de “fique são”. Os apóstolos de Jesus estavam autorizados a produzir curas. Diante de um enfermo cheio de fé, diziam FIQUE SÃO, e, de estalo, a saúde retornava.
Exemplo: Para muitos, a história de Adão e Eva é pura ficção. As naves e armas de Flash Gordon eram ficção, mas agora, com a NASA e ufos, tornaram-se realidade. A independência política de alguns países é mera ficção. Um cineasta fez um longa-metragem mostrando o trabalho profícuo e patriótico dos assíduos e denodados senadores e deputados em Brasília. Sem dúvida, um filme de ficção!
Durante toda a nossa vida, na eterna sensação e descoberta dos sentidos, talvez um seja o mais interessante e misterioso: o do cheiro. Todos os dias, durante a maior parte do tempo, mesmo sem perceber, vivemos sentindo cheiros de todos os tipos, agradáveis ou não. Doces e leves como algodão doce são os cheiros da infância, aqueles que trazem saudade, como o bolo da avó assando no forno numa tarde de sexta-feira ou do calor do fogo que vinha do velho fogão a lenha enquanto as brasas crepitavam em uníssono. Ternos e selvagens são os cheiros, em um dia qualquer, de lençóis recém-lavados sacudidos com força pelo vento uivante ou o cheiro do sol impregnado sobre cobertores e edredons que descansam preguiçosamente nas janelas de casas numa manhã de inverno. Amedrontadores são os cheiros fortes sentidos durante uma tempestade, o cheiro da água da chuva caindo com intensidade, lavando chãos e vidas. Misteriosos são os cheiros da noite que escondem estrelas e segredos por detrás de nevoeiros enquanto a lua se mostra nua e sem pudor. Inexplicáveis são os cheiros da saudade, que pode ser de muitas coisas, de um passado que não volta mais ou de um futuro que ainda não foi vivido. Apaixonante e excitante são os cheiros que banham corpos e almas após uma tórrida noite de amor. Acolhedor é o cheiro do café feito no bule bem cedinho enquanto a geada da manhã escorre pelos vidros transparentes como sonhos que não podem esperar pela lentidão da indecisão e da incerteza. Fétido e insuportável é o cheiro do lixo que fica parado em algum canto da casa, esperando que alguém venha buscá-lo para levar ao local adequado, aliás, nunca devemos deixar lixo se acumular em nossa vida, talvez um dia ele cheire tão mal que poderemos não suportar. Silencioso e lindo é o cheiro de pessoas amadas que sempre fica em nosso nariz, em nossa lembrança, aconteça o que acontecer o cheiro estará presente, como tatuagem definitiva. Eles são infinitos e, compreensíveis ou não, fazem parte de nossa existência, ajudam a construir, a relembrar. Os cheiros contribuem para nossa história, para montar o quebra cabeça de lembranças longínquas ou de pouco tempo atrás, de tempos que deixam saudades ou que simplesmente não necessitam serem lembrados. Cada vez que sentirmos cheiro de algo que já passou sempre viveremos novamente aquele momento e o prazer de segundos pode valer uma vida inteira.
Não é de hoje que os governos fazem campanhas de incentivo à leitura. Afinal, ter uma população ignorante e analfabeta não é bom para país nenhum. Prova disso são esses belos cartazes russos que datam da época da Guerra Civil Russa (1918-1922). O estilo da propaganda comunista é facilmente identificável. Os quatro primeiros são da página da Biblioteca Pública de Nova York, onde você pode conferir diversos outros posters do período. Já os dois últimos são de um incrível acervo de propagandas da URSS, que abrange de 1917 a 1991. Quem gosta de história vai adorar.
![take-care-of-you-book_s take care of you book s [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)](http://ebooksgratis.com.br/wp-content/uploads/2010/05/take-care-of-you-book_s.jpg)
Beregi knigu. Ona vernyi tovarishch v pokhode i v mirnom trude. (Cuide de seu livro. Ele é um verdadeiro companheiro, nas batalhas e na paz.) – 1917-1921
![from-darkness-to-light_s from darkness to light s [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)](http://ebooksgratis.com.br/wp-content/uploads/2010/05/from-darkness-to-light_s.jpg)
Ot mraka k svetu. Ot bitvy k knige. Ot goria k schast’iu – Das trevas à luz, da batalha aos livros, da tristeza à alegria.(1917-1921)
![Literacy-is-the-road-to-communism_s Literacy is the road to communism s [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)](http://ebooksgratis.com.br/wp-content/uploads/2010/05/Literacy-is-the-road-to-communism_s.jpg)
Gramota – put’ k kommunizmu – Alfabetização é o caminnho para o comunismo (1920)
![poster-leitura-comunismo poster leitura comunismo [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)](http://ebooksgratis.com.br/wp-content/uploads/2010/05/poster-leitura-comunismo.jpg)
Kniga nichto inoe kak chelovek govoriashchii publichno. (Um livro nada mais é do que uma pessoa falando em público) – 1921
![poster-livros-comunista poster livros comunista [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)](http://ebooksgratis.com.br/wp-content/uploads/2010/05/poster-livros-comunista.jpg)
Cartaz para de divulgação da exposição “Livros durante cindo anos”, 1924. Enrada Livre.
![livro-comunismo livro comunismo [Curiosidades] Cartazes comunistas de incentivo à leitura (1917 1920)](http://ebooksgratis.com.br/wp-content/uploads/2010/05/livro-comunismo.jpg)
O topo do cartaz diz: Um povo que esquece sua história é obrigado a repetí-la. Na capa do livro: História do partido comunista (Bolchevique) – Versão Condensada
O romance de estréia de uma desconhecida professora chegou tímido e sem nenhum holofote nas livrarias na Espanha, em junho de 2009. Embora com título interessante, “O Tempo Entre Costuras”, de María Dueñas, foi impresso com 3 mil cópias inicialmente pelo selo Temas de Hoy da editora Planeta. Apenas uma história comum no mercado editorial, se não fosse pelo o que viria a seguir.
O livro começou a ser indicado pelo famoso boca a boca, elogiado em blogs, o que fez com que as primeiras tiragens se esgotassem rapidamente. Caiu nas graças da imprensa e virou fenômeno. Atualmente, na 25.ª edição e com 550 mil cópias vendidas, 20 países compraram os direitos da obra, sendo 12 de outros idiomas. A primeira tradução sai nesta semana, no Brasil, com evento de lançamento hoje no Instituto Cervantes, em São Paulo. A autora está no país e participará de debate com a historiadora Mary Del Priore, com mediação de Laura Greenhalgh, editora executiva do Jornal O Estado de São Paulo.
A história acontece no antigo protetorado espanhol no Marrocos, onde, em meio à Guerra Civil Espanhola, a jovem costureira madrilenha Sira Quiroga convive com personagens reais num cenário em que as aparências dizem pouco sobre o que de fato acontece. Maria Dueñas disse acreditar que parte do sucesso se deve ao fato de ter recuperado um momento histórico pouco lembrado na ficção. “Como minha mãe cresceu no protetorado, eu tinha muita informação em primeira mão, e encontrei personagens esquecidos ao investigar.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O Tempo Entre Costuras – Autora: María Dueñas. Local: Instituto Cervantes (Av. Paulista, 2.439). Hoje, 19h. Lançamento e debate.