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GRACILIANO

A vida foi a grande inspiração para o escritor Graciliano Ramos (1892-1953). Ele nasceu em Quebrangulo, interior de Alagoas, onde a água era pouca e a fome, muita. Tais condições talharam sua alma de forma permanente, influenciando sua obra, composta por observações colhidas da vivência pessoal e marcada pela rudeza da paisagem nordestina. Sob um estilo severo de escrever, Graciliano conseguiu um equilíbrio profundo entre a investigação psicológica e a situação social de seus personagens. É o caso de “Vidas Secas” e “São Bernardo”, entre outros, e também de “Angústia”, que acaba de ganhar pela Record uma edição especial por conta dos 75 anos de lançamento. A obra traz posfácios de Otto Maria Carpeaux e Silviano Santiago, além de apresentação de Elizabeth Ramos, professora de literatura e neta de Graciliano. Publicado em 1936, quando o escritor estava preso por conta da arbitrária repressão getulista ao levante comunista de outubro de 1935, “Angústia” tem uma estrutura de autobiografia, o que leva até a considerá-lo como espécie de diário íntimo. Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha a rotina de Luís da Silva, funcionário público pobre e rancoroso que, por conta disso, torna a escrita nebulosa e delirante. ”Angústia funda-se na construção da intimidade”, escreveu o professor Ivan Teixeira, em artigo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo em 2000. “Manifesta-se sob a forma de relato desesperado de um intelectual sem vocação para o crime, mas que, levado pelo ciúme e pelo desejo de justiça, assassina o homem que roubou sua amada. Depois, levado pela necessidade de confissão, escreve a história do próprio crime, em cujo texto projeta a mesma atmosfera de delírio e fragmentação psicológica que praticamente o conduzira à loucura.”

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DESAPARECIDO

Onde está Michel Houellebecq, vencedor do Prémio Goncourt em 2010 com o livro “O Mapa e o Território”? Ninguém sabe, pois o escritor francês deveria ter estado esta semana na Holanda e na Bélgica para apresentar o seu último livro mas acabou por deixar o público plantado. Não apareceu nem atende o telefone. O escritor poderá ter simplesmente esquecido o compromisso promocional mas a falta de sinais de Houellebecq levanta suspeitas maiores. Ao jornal Le Fígaro, um amigo parisiense de Houellebecq explicou que o escritor mudou recentemente de número de telefone para não ser perturbado, destacando que já é hábito de Houellebecq não responder aos emails nem dar notícias suas por um tempo. Michel Houellebecq é conhecido pelo seu humor negro e pela constante crítica social, sempre mordaz. Enquanto muitos vêem um génio no escritor, há outros que o acusam de ser uma pessoa controversa e que incita ao ódio racial. Com uma visão muito característica do mundo, Michel Houellebecq refugiou-se há muito tempo no sul de Espanha, onde viverá de forma discreta e quase em reclusão. Piet Joostens, um dos organizadores das leituras que o autor faria na Holanda e Bélgica, disse que o desaparecimento do escritor ainda não foi comunicado à polícia. À medida que as incertezas crescem, aumentam na imprensa as histórias sobre o que se passará com Michel Houellebecq. O francês Le Parisien refere que o escritor estava com “graves problemas de saúde”, tendo sido este o principal motivo para se ter fixado em Espanha, onde procurou recuperar. Mas há quem garanta ter visto Houellebecq no início do mês a deambular pelas ruas de Paris. O jornalista do Le Nouvel Observateur diz que encontrou o escritor na rua a 1 de Setembro. O mais curioso é que o próprio livro que Houellebecq ia promover é sobre um escritor, Michel Houellebecq, que desaparece sem deixar rasto. O autor, que construiu uma narrativa em torno da imagem e do poder dessa imagem, através da história de Jed Martin, pintor que retrata Houlleceq num quadro, é encontrado morto, juntamente o seu cão. “O Mapa e o Território”, que chega este mês às lojas portuguesas, editado pela Alfaguara, é o quinto romance de Houellebecq e foi recebido com elogios praticamente unânimes pela crítica. No centro da história está o artista Jed Martin, filho de um arquitecto famoso, que pede ao reconhecido autor Michel Houellebecq que lhe escreva o prefácio para o catálogo da sua exposição. Houellebecq foi nomeado para o Goncourt, o prestigiado prémio literário francês, pela primeira vez em 1998 com o livro “As Partículas Elementares” (editado em Portugal pela Temas e Debates e pelo Círculo de Leitores) e, sete anos mais tarde, com “A Possibilidade de uma Ilha” (Dom Quixote).

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JAMES ELLROY

 

 

Um dos principais autores do romance noir, James Ellroy –um dos convidados da Flip 2011– fecha sua trilogia sobre o submundo americano com “Sangue Errante” (os volumes anteriores eram “Tabloide Americano” e “Seis Mil em Espécie”). Ambientada na Los Angeles entre os turbulentos anos 60 e 70, a história segue as intrigas de policiais corruptos e políticos que existiram na vida real, em meio a falsos relatórios do FBI. Lançamento da Record, o título foi traduzido por Ivanir Alves Calado. Leia um trecho…

Los Angeles, 24/2/1964
De repente:
O caminhão de leite fez uma curva fechada à direita e raspou o meio-fio. O motorista perdeu a direção. Pisou no freio em pânico. Causou uma derrapagem de traseira. Um carro blindado da Wells Fargo bateu no caminhão de leite de frente/lado. Ouve só isso: 7h16. Sul de L.A., esquina da 84 com a Budlong. Área residencial para negros. Casebres desprezíveis com terrenos cobertos de sujeira na frente. O choque fez os dois veículos pararem. O motorista do caminhão de leite bateu no painel. A porta do lado do motorista se escancarou. O motorista tombou e bateu na calçada. Era um negro com cerca de 40 anos. O carro blindado ficou com alguns amassados no capô. Três guardas saíram para verificar os estragos. Eram brancos com uniformes cáqui apertados. Usavam cintos Sam Browne com coldres fechados com botões de pressão. Ajoelharam-se ao lado do motorista do caminhão de leite. O cara estremeceu e ofegou. A pancada no painel tinha aberto um talho na testa. Sangue pingava nos seus olhos. Ouve só isso: 7h17. Céu nublado de inverno. Rua calma. Sem tráfego de pedestres. Sem burburinho provocado pela batida de carro, ainda. O caminhão de leite arfou. O radiador estourou. Uma nuvem de vapor sibilou e se espalhou até longe. Os guardas Continue lendo »

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LANÇAMENTO

Domingo, dia 05/09, às 17h, haverá o evento do mundo SESC, na praça Ângelo Piazera e, no mesmo evento haverá o lançamento do livro “Parece mentira, mas aconteceu”, uma edição do Projeto Quatro Estações do SESC – SC.   Nesse livro, 23 escritores catarinenses contam pequenos fatos em formato de conto. Desses 23 escritores, João Chiodini representa a cidade de Jaraguá do Sul, selecionado através de um concurso estadual do SESC.   Venha prestigiar mais um evento do SESC e de lambuja, assistir o lançamento do livro.  João é autor também de Delírio real de um amor imaginário, Transcendência Humana, entre outros.

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LANÇAMENTO

Hoje vou puxar um pouco de lenha para minha brasa e mostrar um momento feliz, o lançamento do meu livro de poesia Um lugar, versos e retalhos na Bienal do Livro em São Paulo no sábado dia 21 de agosto.

A autora

Primeira venda

Ismael, Elyandria e Isaac

Ismael, Elyandria e o produtor Isaac mostrando os livros

Um fã!

O livro

O fã de novo!

Muitos convidados prestigiaram o stand

Fim de festa

Bom, isso encerra os comentários da maravilhosa Bienal do Livro deste ano. Confetes a parte a grande festa das letras encanta e surpreende. Experiência nota 10 para não esquecer! 

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