ÍTALO ROSSI
Ítalo Rossi, que morreu na última terça-feira (2), deixou um projeto inacabado no teatro, a peça “C’est la vie”, dirigida por ele. Aa diretora Ester Jablonsky, assistente de Rossi no projeto, revela que planeja dar continuidade à produção mantendo fidelidade às ideias do ator veterano. O corpo de Ítalo Rossi foi enterrado na tarde de quarta-feira (3), no Cemitério Municipal São Francisco Xavier, no Caju, Zona Portuária do Rio. Ele tinha 80 anos e faleceu na terça (2), depois de complicações respiratórias. Escrita por Marcelo Rubens Paiva, a peça “C’est la vie” é baseada em histórias reais do Disque Denúncia e nasceu de uma ideia de Ítalo Rossi. “Ele imaginava levar ao palco uma coisa diferente, mostrando um universo atual e usando um autor jovem, contemporâneo”, conta Jablonsky, que diz que a produção fazia parte das comemorações dos 80 anos do ator e diretor. Segundo a parceira de Rossi, a data de estreia da peça teatral será mantida, marcada para 15 de outubro, no Festival Internacional de Teatro de Angra, no Sul Fluminense. Em seguida, a atração deve entrar em cartaz na Casa da Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O elenco traz a própria Ester, além de Adriano Garib e Clement Viscaíno. A diretora lembra que Ítalo Rossi se destacava nos bastidores das artes cênicas como um diretor “extremamente doce”, “nada autoritário” e com um estilo próprio. “Era um diretor direto e objetivo. Ele não gostava de pesquisa, achava que o ator tinha que chegar e fazer, sem artifícios”, conta Jablonsky emocionada. “Ele sempre dizia: ‘tem que ser na nuca e seco’”, lembra. Muito aplaudido durante o cortejo, Ítalo Rossi recebeu na tarde de quarta-feira (3), no Cemitério Municipal São Francisco Xavier, no Rio, as últimas homenagens de amigos, parentes e colegas de profissão, entre eles a atriz Fernanda Montenegro: “Ele era a alegria do teatro”.