Tag projeto

TURMA DA PESADA

Aconteceu ontem na Biblioteca Pública Municipal a última Ciranda Literária do ano de 2011. Diversos escritores falaram de seu último livro publicado. Adriana Nétzkar e Vanucci lançaram recentemente Uma palavra muda, livro de poesia que trata de cinco temáticas abordando diversas linhas com ilustrações de Roberto Lanznaster. Uma graça de livro com belos textos!

O livro NÓS e os nós entre nós, de contos, foi escrito a cinco talentosas mãos: Ana Janete, Nilza Vilhena, Gil Salomon, Inácio Carreira e Luiz Paschoal. Cada escritor tem um capítuloe as histórias passeiam umas no capítulo das outras, se intercalam, se impõe de forma vigorosa, ao mesmo tempo que mantém sua individualidade literária, graças ao estilo individual e marcante de cada escritor, impregnado com força em cada página. Capa bonita, trabalho legal. Tá na minha lista para a próxima leitura.

Pocotinhas, livro infantil do ilustrador Roberto Lanznaster e da escritora Samantha. O livro foi editado por uma editora de Belo Horizonte que resolveu apostar no projeto da dupla e tenho certeza que não se arrependeram porque o trabalho ficou maravilhoso. Tratando de forma mágica de problemas ambientais o texto e as ilustrações enchem os olhos e dá água na boca. Livro lindo demais!

Parabéns a todos estes escritores que fazem a vida literária de Jaraguá do Sul ser admirável! Turma da pesada mesmo…

seja o primeiro a comentar

PRATELEIRA PÚBLICA

A praça GoltsteinForum, em Colônia, é um dos pontos da cidade onde os habitantes fazem compras ou param para um descanso em um dos movimentados cafés. No centro da praça, uma caixa enorme mais parece um oásis, levemente deslocado. Chegando mais perto, fica claro que se trata de prateleiras cheias de livros, com uma grande miscelânea de gêneros: ao lado de best-sellers de Tom Clancy, Helen Fielding ou Dan Brown, é possível encontrar guias de diversas cidades do mundo, livros sobre dietas, marcenaria ou romances que venderam milhões de exemplares em décadas passadas. Obras de autores consagrados como Simone de Beauvoir, Honoré de Balzac ou Marcel Proust também estão lá. A ideia é simples: o usuário leva, sem pagar nada, um livro para casa. E deixa ali outro qualquer que já tenha lido, em vez de ficar armazenando o mesmo em casa, nas suas próprias prateleiras. Mesmo que supreendente, a ideia tem funcionado. As prateleiras não ficam somente todo o tempo cheias, mas são também mantidas limpas e organizadas. Isso só é possível graças à ajuda de alguns colaboradores voluntários.

Conhecido na cidade como Bücherschrank (o termo alemão para prateleira de livros), o projeto é uma plataforma aberta, em que os nomes dos usuários não são registrados como nas bibliotecas tradicionais e o anonimato é garantido. O sucesso até Continue lendo »

1 comentário

FESTA PARA GUIMARÃES ROSA

Com 9 mil habitantes, a minúscula Cordisburgo, na região central de Minas Gerais, a 120 quilômetros de Belo Horizonte, torna-se, durante sete dias, um centro de estudos e festejos em homenagem a seu mais conhecido cidadão: João Guimarães Rosa (1908-1967). Várias entidades se unem para realizar a Semana Roseana, este ano em sua 23ª edição. Desde o último domingo (10) até o próximo sábado (16), palestras, apresentações artísticas, oficinas e caminhadas agitam a pacata cidade. E na abertura oficial, o diretor do Museu Casa de Guimarães Alves, Ronaldo Alves de Lima, anunciou um projeto de revitalização da casa, com apoio da Superintendência de Museus e Artes Visuais de Minas Gerais e patrocínio da Petrobras. O museu, instalado na casa onde Guimarães Rosa morou até os nove anos, tem a peculiariedade da presença dos Miguilins, jovens e crianças que narram histórias escritas pelo escritor. O grupo foi formado em 1995 por Calina Guimarães, prima do autor. O primeiro contador foi José Maria Gonçalves, o Nezito. 

Ao mesmo tempo em que ajudou a tornar a Semana Roseana mais popular, o projeto permitiu desmistificar a fama em torno da obra de Guimarães Rosa, considerada “difícil”. “Narrar é resistir”, comentou a pesquisadora Bernardina Leal, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em uma das palestras, realizada nesta quarta-feira (13). Miguilim, claro, é outro dos personagens do escritor. A presença do escritor é percebida nas ruas, em nomes de estabelecimentos e frases escritas nas paredes. Tudo para lembrar o autor que, quando criança, preocupava os pais porque não parava de ler e estudar. Tanto que o pai de Guimarães Rosa, seu Florduardo, pediu a uma criança da vizinhança, Juca Bananeira, que fizesse companhia a Joãozito – como o menino era conhecido –, porque ele não brincava. Quem conta a história é José Osvaldo dos Santos, o Brasinha, comerciante e, principalmente, colecionador de histórias e memórias do universo roseano. Por volta dos 20 anos, Brasinha conheceu Juca, que tinha uma barraca diante da loja onde ele trabalhava. E ficou fascinado quando o amigo de infância de Joãozito contou: “Eu estou dentro do ‘Sagarana’ (obra publicada em 1946)”. Como diz Brasinha, “as pessoas aqui não precisam ler, elas são parte da obra”.

“Ele (Guimarães Rosa) não gostava muito de academia, ciências, essas coisas. Ele usava nós, os ‘capiau’”, brinca Maria da Clara, a Clarinha, cantora popular e criadora do grupo cultural Acadêmicos do Sertão, fundado há cinco anos. Ela também é defensora de projetos voltados à reciclagem do lixo, que conheceu de perto em seu trabalho como gari. No primeiro dia da Semana Roseana, Clarinha organizou uma apresentação diante da Igreja Matriz, com danças, cantorias e até a participação de cavalos e bois. Conta que pensou em toda a montagem com base em apenas uma frase de Guimarães Rosa (a que abre este texto). Como falou o escritor, figuras como tropeiros e vaqueiros “enriqueciam-me a imaginação”.

seja o primeiro a comentar

BOOKCROSSING

Numa livre tradução bookcrossing quer dizer cruzamento de livros. É um movimento mundial onde os livros são passados adiante em vez de serem guardados em casa. Tudo começou em 2001, nos Estados Unidos, quando Ron Hornbaker criou o site www.bookcrossing.com , uma comunidade virtual onde se pode buscar livros entre os usuários e cadastrar outros. Os livros podem ser trocados via correio ou deixados em lugar público já que devem possuir uma etiqueta explicando o projeto e um número de série que fica registrado no site. Assim, quem encontrá-los pode apontar o destino.

O projeto democratiza a lei tura e no Brasil já existem similares, o www.livroderua.com.br e o www.livrolivre.art.br com linguagem em português. 

A atitude requer grau de desapego dos livros já que existe a possibilidade dos livros se perderem. Literatura de viagem para quem gosta!

seja o primeiro a comentar