Bastou a emocionante final da Copa do Brasil para trazerem à tona a discussão – ridícula, na minha opinião – sobre mata-mata ou pontos corridos. Digo rídicula pois penso que o futebol brasileiro patinou durante muitos anos, mas agora achou seu modelo ideial, com a adoção de uma competição nacional em cada estilo.
A Copa do Brasil, disputada em mata-mata, premia a eficiência. Já o Campeonato Brasileiro, em pontos corridos, premia a organização e a regularidade. Enquanto na Copa do Brasil dois jogos definem quem segue adiante, no Campeonato Brasileiro é preciso ser regular durante toda a competição para postular o título ou uma vaga em competições Sul-americanas.
É indicutível a organização que os times brasileiros alcançaram nos últimos anos, devido a adoção do Campeonato Brasileiro em pontos corridos. Basta ver a recuperação financeira dos grandes clubes, o repatriamento de atletas, a evolução do marketing esportivo, etc. Será que numa competição de mata-mata isso seria possível? Duvido!
Será que um clube investiria milhões para repatriar um craque, se em dois jogos poderia perder um ano todo de faturamento? Ou investir num plano de sócio-torcedor sem ter certeza de quando irá jogar? Será que a TV pagaria milhões em uma competição onde os grandes times correm o risco de ficar pelo caminho? (antes que venham me questionar, na Champions League só tem grandes times)
Na minha modesta opinião, voltar o sistema de mata-mata ao Brasileirão é o mesmo que regredir, que andar para trás. Ou vão dizer que o mundo inteiro está errado e só meia dúzia de críticos certos? Se na Europa, onde o futebol é extremamente profissional e lucrativo é assim, porque temos que andar na contramão? Ou somos burros ou tolos.
O que precisa ser feito, é liberar a Copa do Brasil para todos os times de Série A, B e C, incluindo aqueles que disputam a Taça Libertadores, mesmo que optem por jogar com seus times reservas nas fases preliminares.
Peço que desculpem meu desabafo, mas como especialista em marketing esportivo (titulado, mas não praticante), não poderia ficar de fora desta discussão. E você, leitor, qual a sua opinião sobre o tema?