Brinquedos, fábulas e material reciclado unem conhecimento e imaginação
Você conhece a Mula sem Cabeça, o Curupira? Já ouviu falar em Saci-Pererê, Sereia Iara? Já brincou de pau-de-fita, trava-línguas, jogo da peteca e bilboquê? Tudo isso e muito mais faz parte do folclore brasileiro. No CE (Centro Educacional) Loni Emmendoerfer, em Jaraguá do Sul, alunos do 1º ano participam do projeto Resgatando o Folclore. Coordenado pela professora Débora Cristina Pisetta, o projeto envolve todas as disciplinas: matemática, jogos educativos, história, geografia, além de incentivar o uso de brinquedos reciclados. Uma dança divertida que fez sucesso entre a garotada é a dança do pau-de-fita. “Eles fizeram uma apresentação na festa junina, em junho, e adoraram. Sempre pedem para dançar. É interessante porque desenvolve a coordenação motora e a afetividade entre os colegas”, afirma a professora. Cada aluno tem a sua cor e ninguém esquece os passos da tradição originária de países como a Espanha e a Inglaterra.
As amigas Juliana, Maria Fernanda e Ana Beatriz, realizam
apresentação baseada no personagem folclórico, a Sereia Iara
Os brinquedos que fazem parte do folclore também são resgatados na turma do 1º ano. O bilboquê, por exemplo, foi feito com garrafa pet, o pé-de-lata também com material reciclável. A diversão é garantida com a antiga bolinha de gude, amarelinha, cinco marias, entre outras brincadeiras que fazem parte da manifestação popular. Vitor César Lescowicz, 6 anos, adorou conhecer a história do Saci-Pererê. Tanto que quando a equipe do OCP Kids foi até o colégio, o garoto fez questão de colocar a fantasia do personagem folclórico. “O Saci é um menino negro, que usa um gorro vermelho e tem uma perna só. Ele assusta as pessoas que não gostam da natureza”, explica, na ponta da língua. Já Juliana Colasio, 6 anos, fez uma pequena apresentação interpretando a Sereia Iara. Ela contou com a ajuda das amigas Maria Fernanda Alexandre, 6 anos e Ana Beatriz Milnitz, 7 anos. “Ela é conhecida também como ‘mãe das águas’. É uma sereia que fica nos rios. Nas pedras das encostas, costuma atrair os homens com seu belo e irresistível canto”, conta o trio afinado. No fim da entrevista, os alunos presentearam a equipe do OCP Kids com um cartão feito de rendado de papel, uma manifestação folclórica usada para transmitir recados. A equipe agradece a atenção e o carinho!

Alunos do primeiro ano se divertem
na dança folclórica pau-de-fita
Vitor César gostou mesmo de conhecer a
história do Saci, o menino que cuida da natureza
Curiosidades
BOI BUMBÁ
UMA DAS FESTAS MAIS TRADICIONAIS DO BRASIL, O BUMBA-MEU-BOI MISTURA TEATRO, DANÇA, MÚSICA E CIRCO. ELE É REPRESENTADO SOB OS MAIS DIFERENTES NOMES EM LOCALIDADES QUE VÃO DO RIO GRANDE DO SUL (COMO BOIZINHO) E SANTA CATARINA (BOI-DE-MAMÃO). NO NORDESTE É CONHECIDO COMO BOI-DE-REIS E NO AMAZONAS COMO BOI-BUMBÁ.
VITÓRIA-RÉGIA
A LENDA DA VITÓRIA-RÉGIA É UMA BRASILEIRA DE ORIGEM INDÍGENA TUPI-GUARANI. HÁ MUITOS ANOS, EM UMA TRIBO INDÍGENA, CONTAVA-SE QUE A LUA ERA UMA DEUSA QUE, DURANTE A NOITE, BEIJAVA E ENCHIA DE LUZ OS ROSTOS DAS MAIS BELAS VIRGENS ÍNDIAS DA ALDEIA. SEMPRE QUE ELA SE ESCONDIA ATRÁS DAS MONTANHAS, LEVAVA PARA SI AS MOÇAS DE SUA PREFERÊNCIA E AS TRANSFORMAVA EM ESTRELAS NO FIRMAMENTO. UMA LINDA JOVEM VIRGEM DA TRIBO, A GUERREIRA NAIÁ, VIVIA SONHANDO COM ESTE ENCONTRO E MAL PODIA ESPERAR PELO GRANDE DIA EM QUE SERIA CHAMADA PELA LUA. UM DIA, TENDO PARADO PARA DESCANSAR À BEIRA DE UM LAGO, VIU EM SUA SUPERFÍCIE A IMAGEM Da DEUSA AMADA: A LUA REFLETIDA EM SUAS ÁGUAS. CEGA PELO SEU SONHO, LANÇOU-SE AO FUNDO E SE AFOGOU. A LUA, COMPADECIDA, QUIS RECOMPENSAR O SACRIFÍCIO DA BELA JOVEM ÍNDIA, E RESOLVEU TRANSFORMÁ-LA EM UMA ESTRELA DIFERENTE DE TODAS AQUELAS QUE BRILHAM NO CÉU. TRANSFORMOU-A ENTÃO NUMA “ESTRELA DAS ÁGUAS”, ÚNICA E PERFEITA, QUE É A PLANTA VITÓRIA-RÉGIA. ASSIM, NASCEU UMA LINDA PLANTA CUJAS FLORES PERFUMADAS E BRANCAS SÓ ABREM À NOITE, E AO NASCER DO SOL FICAM ROSADAS.
BOTO ROSA
AO CAIR DA NOITE NA AMAZÔNIA, O BOTO COR-DE-ROSA DEIXA OS RIOS E TRANSFORMA-SE EM UM LINDO E SEDUTOR RAPAZ QUE SAI EM BUSCA DE UMA GAROTA PARA NAMORAR. ALÉM DE GALANTE E SEDUTOR, O BOTO DANÇA COMO NINGUÉM E ENFEITIÇA AS MENINAS INDEFESAS. DE MADRUGADA, O NAMORADOR VOLTA PARA O RIO, ONDE SE TRANSFORMA DE NOVO EM BOTO. ESSA É UMA LENDA CONTADA NA FLORESTA AMAZÔNICA PARA EXPLICAR POR QUE TANTAS MENINAS TÊM FILHOS SEM PAI: SÃO TODOS FILHOS DO BOTO.

